A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu julgar nesta terça-feira dois habeas corpus apresentados pela defesa do petista para que ele seja solto. Os advogados alegam que o ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, agiu com parcialidade ao condenar o petista no caso do triplex e também questionam a rejeição de recurso de Lula ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo relator, Félix Fischer.
Os habeas corpus haviam sido retirado de pauta pela ministra Cármen Lúcia, que preside a Turma, após o ministro Gilmar Mendes pedir mais prazo para analisar o caso. Gilmar, no entanto, mudou de posição e os pedidos da defesa de Lula deverão ser julgados nesta tarde. O ministro propôs, inclusive, que Lula fosse solto até o julgamento dos habeas corpus. Mas a sugestão foi descartada pelos demais integrantes da Turma.
Cármen Lúcia e o ministro Edson Fachin já se posicionaram contra a liberdade do ex-presidente.
O pedido para que o caso seja julgado nesta tarde foi feito pelo advogado Cristiano Zanin, representante de Lula. Ao concordar em votar a questão, Gilmar Mendes adiantou que deverá propor a concessão de uma liminar para soltar o ex-presidente até que o STF decida o caso definitivamente.
Lula está preso desde 7 de abril do ano passado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, depois de ter sua condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal 4ª Região (TRF4), que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).
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Redação com Agência Câmara
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