Rafinha deixou o Brasil em 2005, quando defendia o Coritiba, clube onde se profissionalizou. Pela Seleção, o lateral foi bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, ao lado de Diego Ribas. Na equipe principal do Brasil, foram três amistosos.
Já estou acostumado. Joguei oito anos no Bayern, cinco no Schalke, que são grandíssimos e a cobrança é diária. Você é campeão hoje e já tem que se preparar para próxima. Aqui, a cobrança é grande e tem que ser. Já não sou mais menino e estou preparado.
Quanto a estreia, ainda há tempo. Vou me preparar dia a dia, ficar bem fisicamente e vamos ver isso aí para ficar à disposição do treinador.
Foi muito legal a recepção, fiquei muito feliz, na Europa não tem tanto esse carinho. Até umas senhoras se arriscando naquele empurra empurra, tentando passar uma palavra de apoio. A torcida do Flamengo é uma coisa única, não vejo a hora de chegar ao Maracanã. Quero sentir logo a força dessa torcida.
Rafinha foi a campo e treinou com bola nesta terça — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Elenco do Flamengo e Jorge Jesus
Fui muito bem recebido pelos jogadores, alguns eu já tinha jogado contra, outros conhecia da Seleção. O Jorge Jesus conhecia da Europa, onde é muito respeitado.
Quando se tem grandes jogadores, a vontade de participar é grande. O Flamengo tem grandes jogadores, com muita qualidade. Chego para trazer mais coisa boa, experiência do futebol europeu e mostrar coisas novas do que vivi. Essa troca é válida e só faz bem.
Rafinha recebeu a camisa 13 do Flamengo — Foto: Cahê Mota
Melhor momento da carreira
Estou no melhor momento da minha carreira, poderia ter ficado no futebol europeu e preferi vir para o Brasil, um dos maiores clubes do mundo. Essa volta é válida. Fiquei impressionado com a estrutura que vi aqui. Não fica atrás de nenhum europeu.
Diferenças Brasil x Alemanha
É totalmente diferente. Na Alemanha, se você chegar até a final da Champions, você joga 52 partidas. E você não joga todas, você alterna. Vou me preparar para jogar o máximo possível, mas claro que não dá para jogar todas.
Quando falaram que era inverno carioca, não quis perguntar como é no verão (risos). Mas sou brasileiro, Londrina também é muito quente e vou estar preparado.
Já são quase dois anos que o Lincoln (empresário) me enche o saco para voltar para o Brasil. Aí, no ano novo, o Marcos Braz (VP de futebol) abriu mão da família e marcou uma reunião comigo. Ele teve papel fundamental nessa minha vinda ao Flamengo.
Eu falei que queria vir para o Flamengo, que queria voltar, mas teria que ter paciência para o meio do ano. Eu mesmo também fiquei ansioso, queria dar uma resposta, mas sair pela porta da frente do Bayern de Munique. Essa paciência foi muito importante.
Como foi trabalhar com Guardiola?
O Pep foi um cara que mudou muita coisa no futebol. Lembro que ele chegou no Bayern depois da gente ganhar a tríplice coroa e uma semana depois disse que não sabíamos nada. E tinha razão. Ele me colocou para jogar, colocou o Lahm no meio de campo e ganhamos muitas coisas. Uma pena não termos conseguido conquistar uma Champions com ele.
A respeito da camisa, eu liguei para o Trauco, falei do tempo que uso o 13, que é eu tenho muita identificação. Deixei que ele ficasse à vontade, ele liberou e quero agradecer. Não é qualquer um que está no clube já há um tempo e permite. Agora, vamos trabalhar
0 Comentários
Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Fonte é Notícia.