Alguns participantes viram no viés comercial, com grandes marcas patrocinando trios, um freio ao tom contestador da parada --artistas costumam ter limites contratuais sobre barrando determinadas manifestações políticas.
Celebridades que comandaram alguns dos trios falaram em transformar a Paulista em um baile funk e em Carnaval. Entre a multidão --a organização estimou a presença de 3 milhões de pessoas-- a grande maioria parecia estar mesmo a fim de festa.
A parada teve trios comandados por shows de artistas como Iza, Mc Pocahontas, Luísa Sonza, Fantine, Lexa e da drag queen Gloria Groove, entre outras. A principal atração internacional foi Mel C, que levantou a Paulista com o hit "Wannabe", das Spice Girls.
Além das bandeiras do arco-íris, muita gente caprichou nas fantasias para ir à Paulista. Roupas de super-herói estavam entre as preferidas.
"A gente veio trazer alegria. Por isso, a roupa de herói", disse o enfermeiro Márcio Almeida, 29, fantasiado de Thor. Ele veio de Brasília acompanhado de mais sete amigos, todos vestidos como herói.
Para ele, a alegria é justificada porque há mais para se comemorar do que lamentar, "graças ao STF", tribunal que costuma sofrer muito mais ataques do que elogios. "Agora homofobia é crime".
A presença dos poderosos da Marvel e DC Comics e também a da Polícia Militar não intimidou a grande quantidade de quadrilhas de ladrões que foi à parada apenas para furtar. A reportagem sofreu uma tentativa de furto e presenciou alguns casos em que o os criminosos tiveram sucesso, com vítimas lamentando celulares e carteiras levados.
Por volta das 18h, horário previsto para o fim da Parada, já não havia mais trios elétricos pelas ruas. A rua da Consolação, porém, permanecia tomada pelo público do evento. Parte dele se juntou às pessoas que, nos bares, torciam pela seleção brasileira na Copa do Mundo Feminina de Futebol, em
partida contra a França.
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