A situação de Bayeux piora a cada dia. Com
a eleição de Berg Lima, a população apostou na esperança de mudanças.
Dominada por velhas lideranças políticas, envolvidas nos esquemas
tradicionais de poder, a exemplo de Expedito Pereira, que ocupava pela
terceira vez o cargo de prefeito, os eleitores deram uma vitória
extraordinária ao jovem político que prometia mudar a velha política.
Em
apenas seis meses, Berg não só não conseguiu dar respostas imediatas a
problemas corriqueiros da cidade, a exemplo da saúde, como afundou no
lamaçal da corrupção, sendo flagrado e preso pela Polícia, no exato
momento em que recebia dinheiro de um fornecedor da prefeitura.O
vice-prefeito Luis Antonio, um jovem empresário, assumiu o cargo e fez
pior ainda. Também foi gravado pedindo dinheiro a outro empresário, a
quem prometia cargos e vantagens na administração municipal. Não foi
preso, como Berg. Mas a Câmara cassou-lhe o mandato e ele responde a um
vigoroso processo por improbidade.
Após
todo esse festival de irregularidades, a administração foi assumida
pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Mauri Batista, o popular
Nôquinha.Tão
logo assumiu como prefeito, Nôquinha tratou de nomear familiares, como a
irmã Marcela, para o cargo de chefe de gabinete e manda-chuva da
prefeitura.
Outra
medida imediata do novo prefeito, foi retribuir o apoio dos demais
colegas vereadores, num festival de nomeação de familiares dos
parlamentares em todos os níveis da administração municipal. Cada
vereador, à exceção de dois ou três, tem entre 20 a 60 nomeados, com
salários que variam de R$ 1 mil a R$ 5 mil, casos de secretários
adjuntos, por exemplo.
Com
a folha inchada, sem recursos para investimentos, Bayeux vive assolada
pelo lixo, de um lado, e por outro, deficiências na saúde, educação e e
problemas crônicos na infraestrutura.Para
se ter uma ideia do esquema político dominante na cidade, até hoje, o
prefeito Berg Lima não foi cassado pela Câmara Municipal, enquanto o
vice-prefeito Luis Antonio já sofreu essa punição extrema, de forma
rápida.
E
por que isso ocorre? Trata-se de um acerto o prefeito Mauri Batista,
Berg Lima e a maioria dos vereadores, para impedir que haja novas
eleições no município, o que ocorreria obrigatoriamente com a cassação
do prefeito Berg Lima.Assim,
continua o poder o esquema comandado pelo prefeito Nôquinha e sua irmã,
Marcela, e a distribuição de cargos com os vereadores. Berg Lima
continua beneficiado com salário de R$ 22 mil, sem fazer nada, e mais
vários cargos de secretários e outros na estrutura municipal. E Bayeux afunda cada vez mais.
Fonte: Blog dos Municípios

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